Multa de R$ 70 milhões por poluição em São Tomé de Paripe pode virar ações ambientais em Salvador
A situação de contaminação na praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, continua gerando repercussão. Após investigações ambientais, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) aplicou multas que somam R$ 70 milhões contra empresas apontadas como responsáveis pelos danos ambientais na região.
A atual operadora do terminal marítimo, Terminal Itapuã/Intermarítima, recebeu uma multa de R$ 20 milhões. Já a empresa Gerdau Aços Longos foi penalizada em R$ 50 milhões.
Segundo o Inema, análises realizadas entre fevereiro e abril deste ano identificaram a presença de substâncias químicas contaminantes na areia, na água do mar, em sedimentos e até em organismos marinhos da região de São Tomé de Paripe.
As manchas azuladas e amareladas que apareceram na praia assustaram moradores, pescadores e frequentadores da localidade. Desde então, a situação vem causando preocupação em todo o Subúrbio Ferroviário.
Para onde vai o dinheiro das multas?
De acordo com informações do Inema, caso os valores sejam realmente pagos após o fim do processo administrativo, o dinheiro será destinado ao Fundo de Recursos para o Meio Ambiente (Ferfa), ligado à Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema).
Os recursos poderão ser usados em ações de recuperação ambiental, preservação da natureza, fiscalização e projetos voltados à proteção ambiental em diversas regiões do estado.
Apesar da divulgação das multas, o processo ainda pode se arrastar. As empresas têm prazo para apresentar defesa e recorrer da decisão.
Empresas trocam acusações
A Intermarítima afirma que a contaminação teria ligação com materiais operados pela Gerdau durante anos no terminal marítimo. Já a Gerdau diz que não há comprovação técnica de responsabilidade direta pelos danos ambientais.
Enquanto isso, moradores da região seguem preocupados com os impactos ambientais, os prejuízos para pescadores, marisqueiras e comerciantes locais, além das dúvidas sobre a segurança da praia.
Emergência ambiental
A situação foi considerada tão grave que Salvador entrou em estado de emergência ambiental na área afetada. A medida permite ações emergenciais e acesso a recursos públicos para tentar minimizar os danos causados pela contaminação.
O caso segue sendo acompanhado por órgãos ambientais e pela população do Subúrbio, que cobra respostas rápidas e soluções definitivas para proteger a praia de São Tomé de Paripe.
Com informações apuradas junto ao Inema e órgãos ambientais.




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