LINHA DA RIBEIRA: COMUNIDADES DO SUBÚRBIO COBRAM RETORNO URGENTE DE TRANSPORTE ESSENCIAL
Moradores do Alto do Cabrito e Boa Vista do Lobato denunciam dificuldades diárias e cobram da SEMOB a volta de uma linha que nunca deveria ter acabado
O transporte para a Ribeira não é apenas uma linha de ônibus. Para os moradores do Alto do Cabrito, Boa Vista do Lobato e adjacências, ele representa acesso à saúde, educação, trabalho e dignidade.
E é exatamente por isso que a ausência dessa linha vem gerando revolta e sofrimento na comunidade.
Antes da pandemia da Covid-19, o transporte funcionava normalmente e era amplamente utilizado pela população. Com as restrições sanitárias da época, redução de circulação e mudanças como o home office, a linha acabou sendo retirada — uma medida que, até hoje, não foi revertida, mesmo com a volta total das atividades presenciais.
Hoje, a realidade é outra.
Moradores relatam dificuldades constantes para se deslocar até a Cidade Baixa, onde estão concentrados hospitais, escolas, oportunidades de emprego e diversos serviços essenciais. Sem a linha direta para a Ribeira, muitos são obrigados a enfrentar um trajeto cansativo e desgastante.
📍 Em muitos casos, a população precisa andar cerca de 5 km até o Lobato para conseguir acessar o transporte, enfrentando sol forte, insegurança e perda de tempo — uma situação que atinge principalmente trabalhadores, estudantes e pessoas que precisam de atendimento médico.
“Não é luxo, é necessidade”, relatam moradores.
A comunidade reforça que essa linha sempre existiu por um motivo: atender uma demanda real e constante da população. Não se trata de criar algo novo, mas sim de retomar um direito que foi retirado.
Enquanto isso, a Comissão de Transporte da região segue na luta, cobrando incansavelmente da SEMOB soluções concretas. Representantes comunitários têm levado denúncias, registros em vídeo e relatos da população, reforçando a urgência da situação.
O portal O Suburbano Viu acompanhou de perto essa realidade e traz esta matéria especial para dar voz à comunidade e mostrar que o problema vai além do transporte: trata-se de qualidade de vida e respeito com quem vive no Subúrbio.
A população segue aguardando uma resposta.
E, mais do que isso, uma solução definitiva.





COMENTÁRIOS