Intermarítima se pronuncia após denúncias de possível contaminação em São Tomé de Paripe
Após denúncias feitas por moradores sobre uma possível contaminação ambiental na região de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, a Intermarítima, atual operadora da área, decidiu se pronunciar publicamente para esclarecer a situação.
A empresa informou que está ciente das preocupações da comunidade e destacou que solicitou aos órgãos competentes a realização de uma investigação aprofundada para identificar a origem do problema. A Intermarítima afirmou ainda que suas atividades seguem sendo acompanhadas por órgãos fiscalizadores, como a Marinha, o Inema e autoridades de saúde.
Segundo a empresa, existe a possibilidade de que materiais remanescentes da operação anterior ainda estejam presentes no solo da região. A área foi anteriormente ocupada pela Gerdau, uma das maiores produtoras de aço do país.
Durante sua atuação, a Gerdau realizava a produção de materiais como vergalhões, arames, pregos e barras metálicas, amplamente utilizados na construção civil. Atividades siderúrgicas podem gerar resíduos industriais, como escória e partículas metálicas, que, quando não tratados ou removidos adequadamente, podem permanecer no solo por longos períodos.
Em áreas costeiras, como São Tomé de Paripe, esses resíduos podem reagir com a água do mar e se espalhar com o movimento das marés, ampliando possíveis impactos ambientais.
A Intermarítima informou que já está desenvolvendo um projeto para conter possíveis vazamentos e mitigar qualquer risco ambiental identificado. A empresa também reforçou que tem cobrado agilidade das autoridades para a realização das análises necessárias e garantiu que continuará colaborando com as investigações.
Enquanto isso, moradores afirmam que os problemas não são recentes e cobram uma apuração rigorosa para identificar a origem da possível poluição, além de medidas concretas que garantam a segurança da população.
O caso segue repercutindo e mobilizando moradores do Subúrbio Ferroviário, que aguardam respostas claras das autoridades ambientais.
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Gerdau, antiga operadora da área e proprietária do terreno.





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